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[ #oxentenoCanadá ] 05 COISAS QUE MUDOU EM MIM DEPOIS DO CANADÁ

Say Hello Girls!

Hoje é o dia do post da semana! E neste post abro meu coração mais uma vez para vocês com um tema que volta e meia sempre me perguntam… Se mudou pra Canadá, e aí? Valeu a pena? Se arrependeu? Resolvi responder estas, e algumas outras mais perguntas através de cinco tópicos dos quais eu acredito que fizeram mais diferença em mim e para mim. Desde já, digo que quero ver os comentários de vocês por aqui, inclusive se forem mais perguntas. Fiquem então com esses pontos, 1beijodaká :*

Toronto/ON – Janeiro, 2017

I. MINHA VISÃO DE “MUNDO” MUDOU
Sou aquela típica garota do interior que nunca saiu do seu estado. E de repente, ganhou o mundo. Claro que sempre sonhei viajar para conhecer outros países, mas assumo que nunca passou disso… Um sonho. Consequentemente, sempre fiquei limitada a enxergar e trabalhar com o que tinha ao meu redor. E desde já, digo que era muito… Mais do que eu merecia inclusive. Uma boa casa pra morar, onde nunca me faltou nada, pais que são mais que um bom exemplo e que sempre estavam (e graças a Deus, ainda estão) comigo, amigos mais chegados que irmãos, e um príncipe que me mostrou e ensinou um pouco sobre o amor. Sem dúvidas vir pro Canadá fez eu me afastar de muitas das coisas que eu acabei de citar, mas ao mesmo tempo me mostrou muito mais que eu poderia ter. Conhecer novas culturas, um nova lingua, novos hábitos, novos amigos, novas possibilidades. No fim, eu quase voltei a ser uma criancinha de novo. Todos os dias aprendendo e descobrindo uma nova coisa. E desdes quase três anos a maior coisa que aprendi foi o quanto esse mundo é pequeno. Sim, pequeno. Se hoje estou há 9.299 km de tudo o que fez ser quem eu sou hoje, posso estar há 9.299 km de tudo que vai despertar a melhor versão me mim.

São Paulo/SP – Agosto, 2016

II. ME CONHECI MELHOR, E GOSTEI
Entrar naquele avião no dia 08 de agosto de 2016, significava não só embarcar em uma nova fase da minha vida, como também ingressar na maior experiencia de auto-conhecimento. Logo no primeiro dia pude surpreender ao Jorge quando nos perdemos: Eu, a garota que mal saiu de sua cidade estava conseguindo ler um mapa em outra língua e se direcionar em outro país? Eu, a “filhinha do papai”, como já tanto ouvi, consegui organizar um apartamento do zero e com muitas das coisas tiradas do “lixo”? Eu, a garota que sempre aparentou ser tão frágil… Agora se via cada vez mais forte, a cada desafio comprido! Infelizmente todos os 912 dias destes quase três anos não foram apenas de glória. Eu também fui a garota que arrumei a mala pra voltar nos primeiro seis meses. Também fui a garota que chorava toda noite por não trabalhar com o que ama. E também, infelizmente, foi a garota que se viu perdida e querendo deixar esse mundo por “não ver mais razão”. Eu pude experimentar a melhor, e a pior, versão de mim mesma. Foi a primeira vez que tive que me virar tão sozinha. E sabe o porquê de gostar de todas essas versões da mesma garota? Por que no final, mesmo com todas as minha falhas, eu pude me apaixonar de novo por mim mesma. Me vi forte, tão quanto me vi fraca. Me vi feliz, tão quanto me vi triste. E talvez eu precisasse realmente sair da minha zona de conforto pra me aceitar, e ver as tristezas e as fraquezas não anulam quem sou.

ps. espero que tenha feito sentido pra você, porque pra mim fez.

Welland/ON – Março, 2018

III. GRANDES MUDANÇAS NÃO ME ASSUSTAM MAIS
Tá, talvez um pouco ainda. Mas dessa vez se der medo, eu vou com medo mesmo! Quando estávamos nos preparando para “a grande mudança” muitas pessoas me perguntava o porquê. Pois eu e Jorge estamos em uma situação bem mais que confortável. Já tínhamos nossos apartamentos, nosso carro e nossos empregos. Assumo que não pensei muito nas consequências pra aceitar a mudança pro Canadá, e sempre que vinham esta pergunta me dava um frio-zão na minha barriga. Mas não ter pensado muito bem no final das contas deu muito certo. Talvez se eu soubesse dos perrengues que a gente passaria aqui eu não teria vindo. Ao mesmo tempo eu também não teria amadurecido, não teria aprendido tanto, nem vivido os melhores (e piores) anos da minha vida. Sei que nós, por natureza realmente, não somos tão abertos a mudanças. Entretanto, experimentar o que a mesma nos proporciona é um pouco viciante. As mudanças sempre virão acompanhadas de superação, desafio, e muita – muita mesmo – dificuldade. Mas não são essas que nos melhoram? Logo, as mudanças também nos melhoram certo? Bom, é assim que eu as encaro hoje. E eu penso um pouco mais também… Mas no final não me deixo assustar.

Welland/ON – Dezembro, 2018

IV. APRENDI A SONHAR (AINDA) MAIS ALTO
Sem duvidas este é consequência do primeiro tópico. É engraçado como a nossa perspectiva de realidade também muda o nosso ponto de vista dos sonhos. Um dos sonhos que tinha, era conseguir comprar um MacBook. Pra área que trabalho, é um do melhores do mercado. E logo no primeiro ano realizei este aqui. É bobo pra mim hoje pensar que algo tão simples era meu sonho. Não que ele tenha perdido seu valor, inclusive estou nele agora e ainda tenho o mesmo cuidado da primeira semana. Mas quando eu aprendi a ver o mundo de um ângulo maior e diferente, meus sonhos se tornaram tão singular e grande quanto. Hoje, meu sonho é uma viagem de um mês na Europa pra conhecer Londres, Milão/Roma/Veneza, Paris, Lisboa e Amsterdam, Atenas e se der ainda passo no Egito. kkkkk Posso concluir dizendo que ainda tenho muito daquela garota do interior, mas o meu interior já não é o mesmo daquela garota.

Welland/ON – Agosto/2016

V. MEU INGLÊS MELHOROU MUITO, CLARO
Esse é o mais óbvio. Mas vocês vão entender o porque resolvi, mesmo no final, acrescentar ele aqui… Minha relação com inglês nunca foi a das melhores. Foi nele que eu reprovei em 2008, quando estava na oitava série. E já que o mesmo continuou me dando tanto trabalho no ano seguinte. A partir de 2010, no meu primeiro ano de ensino-médio, resolvi me dedicar exclusivamente para o Espanhol como segunda língua. Ok, não parece tão inteligente, mas pelo menos hoje tenho três línguas. Enfim, o que quero dizer é que mesmo morando em um país de língua inglesa meu ranço não passou. Ainda tenho mais de 50% do meu tempo aqui em português, e assumo que não me dedico muito na pouca porcentagem que resta. Mesmo assim hoje consigo me comunicar com as pessoas e me virar por aqui quando preciso de alguma informação, por exemplo. O ponto é: Eu, que nem me esforço tanto to muito bem… Imagina pra quem quer ser fluente? É algo totalmente alcançável, viável, possível por aqui.

Finalizo dizendo já estou começando a fazer as pazes com essa lingua tão, maravilhosa… (Irony detected!) And now I want speak in English to achieve many more things. Some like I said here, some that are in my heart.

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4 comments

  1. Muito legal o post!

    1. aaaah, foi legal escrever também <3

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