O PRILÉGIO DOS BASTIDORES | #revestir
O PRIVILÉGIO DOS BASTIDORES | #revestir
Se vocês acham legal o que posto, acreditem: é muito mais bonito nos bastidores.
O ponto de partida é o meu propósito: glorificar a Deus em tudo o que faço — incluindo os meus dons e talentos. A inspiração vem do Senhor, e muitas vezes eu fico pensando: “Que massa essa ideia! Como o Senhor é criativo!”. E é nesse lugar que surgem os textos e roteiros.
Depois, em um espírito de oração, penso: “E aí, Jesus, o que vamos vestir hoje?”. E o meu closet, que é acervo e também espaço na minha casa, se torna o meu púlpito. Eu amo a moda, Deus me fez assim — e é assim que “chamo atenção” para apontar para Ele.
Então, eu sou usada como voz do Senhor. Quantas vezes vim aqui falar ou escrever algo que, humanamente, eu não queria. Muitas vezes foi apenas por obediência. Mas me torno porta-voz com prazer, para compartilhar aquilo que primeiro ecoou em mim — o que foi vivido, tratado, ministrado e curado dentro de mim.
E é aí que entra o tal do privilégio: tudo o que transborda aqui nas minhas redes sociais foi derramado primeiro em mim — assim como a mensagem deste post.
Cada dificuldade passou por muito processo, renúncia e transformação. Por isso é incrível ser “coordenadora” das minhas mídias — sim, elas não me pertencem. Aqui, sou apenas coadjuvante.
E como aprendi com uma liderança antiga: “Ao evangelizarmos, as primeiras a sermos ministradas somos nós.” Eu poderia contar várias mudanças e evoluções, porque tenho vivido uma transformação constante, tanto no campo profissional quanto no espiritual.
Infelizmente, em um passado não muito distante, todas as vezes que eu criava conteúdo, o estresse e a ansiedade tomavam conta de mim. Eu mesma me perguntava como o processo de pré-produção era tão prazeroso, mas a produção em si não. Essa era uma fortaleza que precisava ser derrubada em mim.
O perfeccionismo me dominava, a necessidade de performar me confundia, e eu me perdia em mim mesma. Por causa do desgaste que isso me causava, muitas vezes dizia que seria o último photoshoot, a última gravação.
Mas, como disse no início do texto, é impossível guardar só para mim aquilo que o Senhor me entrega.
Então, sem conseguir parar — e entendendo que do meu jeito não funcionava mais —, passei a orar. Agradecendo desde as ideias até o privilégio de produzir e ter pessoas ao meu lado. Declarando que não fazia isso por mim, mas por Ele. E repreendendo todo espírito de estresse e ansiedade. (E sim, me sinto muito a “crente do coque” quando falo assim.)
E eu amo a lógica do nosso Senhor. Muitas vezes, Ele permite situações para nos treinar. Quero compartilhar a mais recente: imagina, nas primeiras tomadas de um vídeo, você receber uma multa? Alguns podem dizer: “Ah, foi coincidência!”. Mas, na hora, pensei: “Pronto, minha produção acabou!”.
Mas, apesar da raiva e da ansiedade, consegui fazer um dia de conteúdo incrível. E sabe o mais surpreendente? Chegar em casa em paz foi melhor do que postar o conteúdo depois.
Poderia enumerar muitas coisas aqui, mas quero compartilhar mais uma. Quando o medo bate, a insegurança e a necessidade de aprovação falam mais alto, acabo deixando para lá ideias maravilhosas que o Senhor me deu.
E adivinha? Dias depois aparece um conteúdo com exatamente o mesmo contexto e argumentos. E nisso o Senhor tratou comigo: é sobre Ele. E, se eu não estiver disponível, outra pessoa estará — e a mensagem dEle não deixará de ser pregada.
Mais uma vez, o tal do privilégio: Ele escolheu a mim para entregar a mensagem.
No final, tudo isso me faz entender algo muito simples, mas profundo: o maior privilégio não está no que é visto, mas no que é vivido com Deus nos bastidores. É ali que somos tratadas, alinhadas e preparadas. E, quando entendemos isso, produzir deixa de ser um peso e passa a ser uma extensão daquilo que já estamos vivendo com Ele. Porque, no fim, não é sobre aparecer — é sobre refletir. Das vestes ao revestir.
Com amor,


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