#devocional: O CONVIDADO AUSENTE


#devocional: O CONVIDADO AUSENTE

Hoje quero fazer um convite a você. Que este texto lhe leve a imaginar o seguinte cenário: você, sua casa e um dia especial, no qual uma visita é esperada. Deixo você escolher o seu momento preferido do dia: café da manhã, almoço ou jantar.

Você mal conseguiu dormir na noite anterior, pois está ansioso e feliz por aquele encontro. Decide preparar tudo com muita excelência. Logo cedo está de pé, faz toda a sua rotina de higiene e se veste adequadamente. Pensa em todo o menu com cuidado, para que, na entrega, a entrada, o prato principal e a sobremesa não sejam apenas deliciosos, mas que conversem entre si.

Finalmente, você vai organizar o ambiente. Primeiro limpa a mesa, em seguida escolhe a toalha mais nova. Resolve usar a melhor louça e pega guardanapos combinando. Você pensou em cada detalhe.

Porém, ao se sentar, a mesa está vazia. Você se vê diante de tudo aquilo que preparou e não há com quem desfrutar. Como o título desta reflexão diz: o convidado está ausente.

Isso foi dito no início não para dar um spoiler, mas para que você reflita sobre cada detalhe da preparação já com essa informação. Pois, infelizmente, esse convidado sou eu — e também é você.

Todos os dias, quando deixamos de orar assim que acordamos; quando deixamos de estar na presença do Pai porque estamos “ocupados demais”, “na correria demais”, “cansados demais” — ou qualquer outra desculpa que usamos —, a mesa permanece posta.

Essa mesa foi conquistada por um alto preço. Um preço de sangue. Por um Cristo que se fez homem, deixando a parte mais fácil para nós: sentar e desfrutar do acesso direto ao Pai. Porém, nós escolhemos não nos sentar à mesa, mesmo Deus a preparando todas as manhãs.

Então, peço que você volte a se imaginar: você, sozinho à mesa, diante não apenas de uma mesa farta e decorada, mas de um esforço que só você percebeu. E quem deveria desfrutar aquilo tudo com você não apareceu.

Certamente, já não importam mais os pratos, muito menos a comida. O que você mais almejava era a companhia. Para perguntar como foi o dia, saber dos planos e das frustrações, ou mesmo ficar em silêncio — pois há dias em que a dor ecoa e nos rouba as palavras. Mas ninguém aparece.

Não há o que falar ou escutar. Não há o que guardar ou trocar.

A manutenção do nosso relacionamento com Deus é diária, assim como uma mesa. Às vezes mais preparada, às vezes mais “rapidinha”, mas sempre constante.

O que temos hoje foi conquistado primeiro por Cristo na cruz e, depois, a duras penas, pela igreja primitiva. Que eu e você possamos, diariamente, desfrutar dessa mesa — desse Deus acessível que apenas espera que nos acheguemos. Por isso, o privilégio de sermos a geração que desfruta de acesso direto não pode cair no costume, muito menos no esquecimento.



“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.”
(Salmos 145:18)

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