QUANDO O CHAMADO NOS ENCONTRA NO PASSADO | #guardaroupaconvertido
QUANDO CHAMADO NOS ENCONTRA NO PASSADO: GUARDA-ROUPA CONVERTIDO | #série
Imagina você se reconectando com o seu chamado e tendo a oportunidade de acessar o que escreveu sobre esse assunto há 10 anos? Pois é… eu tive esse privilégio — e não poderia deixar de compartilhar com você.
Estava procurando algumas imagens para uma trend no Instagram sobre 2016 (inclusive, você pode conferir o resultado clicando aqui, porque ficou muito legal — 2016 foi um ano incrível). E foi justamente entre uma foto e outra que encontrei uma reflexão sobre algo que voltei a falar aqui recentemente: “Guarda-roupa convertido”.
Abaixo, compartilho o texto original de 2016:
GUARDA-ROUPA CONVERTIDO - Março 14, 2016
Hoje o assunto é mais específico para aquelas meninas que estão chegando à igreja agora. Porém, você que já faz parte de alguma, não saia daqui ainda não — tem assunto pra você também, logo mais.
Pra quem tá chegando na igreja…
Vamos iniciar o papo de hoje com quem é novata do pedaço. Uma coisa que queria falar logo de cara é que eu também já fiz parte do time que se converteu há pouco tempo e, muitas vezes (me corrijam se eu estiver errada), não é necessariamente que não queremos ir “imorais” para a igreja, mas a realidade é que não temos roupas para ir.
E isso não se trata daquele papo de mulherzinha que não sabe o que vestir! É na íntegra mesmo. Vamos analisar a situação — mais especificamente, a minha experiência — e vejam se vocês se identificam.
Eu tinha por volta de dezoito anos e minha rotina, antes de passar os finais de semana na igreja, se resumia a baladas e shows. E as roupas que eu comprava sempre estavam ligadas a esse ambiente. Ou seja, minhas referências eram do mundo em que eu estava inserida; logo, não tinha como me vestir diferente.
A partir do momento em que realmente me converti, o Senhor não fez um milagre e me deu um guarda-roupa novo — até porque creio que isso nunca foi, e nunca será, prioridade na vida de ninguém. O Senhor quer nos mudar de dentro para fora, quer mudar o nosso coração. (E digo mais: tem gente de saia curta com o coração mais puro do que gente que arrasta pano na igreja.)
Não estou, de forma nenhuma, defendendo que você continue se vestindo assim. Temos, sim, que ter ordem e decência. Entretanto, o assunto aqui é processo. E você que se identificou com a minha história, saiba que chega um momento em que precisamos parar de nos vestir como na nossa vida passada. Como diz a Palavra do Senhor:
“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo!” (2 Coríntios 5:17)
Nos tornamos novas criaturas e, assim, devemos nos comportar. Talvez você esteja pensando: “Isso nunca passou pela minha cabeça… qual será o momento certo?”. E a verdade é que cada caso é um caso.
O Espírito Santo de Deus é quem deve nos incomodar e mostrar quando o nosso interior já não combina mais com o nosso exterior. E, mais uma vez, repito: essa mudança precisa ser de dentro para fora. Porque, se fizermos isso apenas por aparência, seremos como lobos em pele de cordeiro. Não adianta nada estar com a saia no joelho se, por dentro, você ainda deseja as ‘mini’ da sua vida passada.
Que seja uma mudança que venha do coração. Mas e se isso ainda nem passou pela sua cabeça? Creia que hoje o Senhor está lhe dando uma oportunidade de refletir e se autoavaliar. Faça deste post exatamente o que ele se propõe a ser: uma ajuda.
Pergunte ao Senhor e, com toda certeza — do mundo inteiro e até dos outros planetas — Ele lhe guiará corretamente.
Pra quem já faz parte de uma igreja…
Pois bem, dadas as realidades, é importante que você leia não apenas este tópico, mas todo o post, para entender melhor do que se trata.
Quero falar agora com quem já está na igreja há mais tempo. De forma alguma este texto é para defender o uso inadequado de roupas dentro da casa do Senhor. Como falei acima, trata-se de uma reflexão sobre processos.
E às meninas mais experientes, faço um convite: vamos ajudar.
Algo que também vivi — e que me magoou muito — foram os julgamentos e cochichos em relação ao que eu vestia. Quando, na verdade, eu nem sabia o que estava fazendo ainda; tudo era muito novo. E muitas vezes me pego pensando: “E se alguém tivesse me ajudado, em vez de me olhar torto?”.
“E se…” são palavras pequenas, mas com uma intensidade do tamanho do mundo. Não posso mudar o passado, mas posso fazer diferente hoje. Atualmente, mando sinais, converso e tento ajudar meninas que dão um deslize ou outro na hora de montar o look.
Aliás, o blog nasceu também por causa disso...
Então, vamos trocar o julgamento, o olhar torto e até mesmo a fofoca por incentivo, paciência e uma palavra amiga. Digo isso porque eu mesma já julguei e, consequentemente, afastei alguém por causa de um detalhe.
Vamos melhorar juntas? Estamos combinadas!
É muito bonito perceber que crescemos e amadurecemos sem perder aquilo que Deus colocou no nosso coração. Essa é uma reflexão muito válida para os dias de hoje e que nos leva aos seguintes questionamentos: estou refletindo a Quem pertenço através das minhas vestes? E, nos casos das mais maduras na fé, estamos afastando ou ajudando quem é recém-convertida?
De fato, a conversão é, acima de tudo, um processo individual que precisa ser respeitado. Porém, ter essa consciência e ajudar outras mulheres nesse caminho é para isso que fui chamada.


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